Dr. Paulo BellucoAlergia & Imunologia
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Tratamentos

Imunoterapia

Imunoterapia alérgeno-específica: um tratamento que atua na causa da alergia.

Profissional de saúde aplicando uma injeção no braço de um paciente

Um tratamento que atua na causa

Consiste na administração gradual e controlada do alérgeno responsável pela doença, ensinando o sistema imunológico a reagir de forma mais tolerante. Diferente de medicamentos que só aliviam sintomas enquanto usados, pode trazer benefício duradouro e reduzir o risco de progressão de algumas doenças alérgicas.

Principais indicações: rinite e conjuntivite alérgicas (quando há sensibilização clinicamente relevante), asma alérgica (pacientes selecionados, com asma controlada) e alergia a venenos de insetos (proteção essencial contra reações sistêmicas a abelha, vespa ou formiga). Ter um teste positivo isoladamente não indica, por si só, a imunoterapia.

Vias: subcutânea (injeções em doses progressivas, sob supervisão, com observação após cada dose) ou sublingual (alérgeno administrado sob a língua, conforme prescrição). A escolha considera diagnóstico, alérgeno, evidência científica, idade, outras doenças e adesão — não deve ser só por conveniência.

O alergista identifica (história + testes), seleciona os alérgenos realmente relevantes, define via/concentração/doses/duração, e acompanha periodicamente eficácia, adesão, tolerância e ajustes. Melhora costuma ser progressiva, tratamento se estende por anos; reações locais podem ocorrer, sistêmicas são raras — acompanhamento regular é indispensável.

Fontes

  • WAO — World Allergy Organization Position Paper on Sublingual Immunotherapy
  • Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI)

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Cada caso é avaliado individualmente antes da indicação deste tratamento.